Do resto ninguém precisava saber. Quando falo de resto refiro-me ao que deu errado, ficou para trás, decepcionou, machucou… Falo das portas fechadas na cara, das pisadas no peito, tiradas maldosas de ar, ilusões da vida para nos dar uma rasteira. Falo daquilo que ninguém quer, mas que a gente faz o de sempre: passa por cima - ou finge que passa. E saí pela rua com a cara deslavada de quem é feliz. Ninguém, ninguém mesmo precisa saber do nosso esforço para tentar ser qualquer coisa além do que não deu certo.  —Camila Costa.   (via estanteazul)

(Source: camilacosta, via estanteazul)

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
 —Cecília Meireles (via eles-e-eu)

(via estanteazul)

Procuro um chão quente para sentar com você e ouvir um pouco do nosso silêncio.
Lá fora anoitece e há neblina,
aqui dentro nada aquece…
Cadê você, que me anima?
Quero o chão,
sem cobertor,
sem lareira,
sem televisão.
Quero nós atravessando o tempo,
você sendo o meu alento
e eu…
ah, um tolo desatento,
mas é de amor.

Quero o “nós” para estancar os buracos do “eu”.

 —Camila Costa. (via camilacosta)

o-padre:

Tudo deve começar pelo passado. Eu, você e aquele livro verde que eu nem li. Aquele dia foi tão comum quanto hoje, quanto ontem, mas aquele dia também foi uma confluência de opiniões, a gente falou sobre gostos em comum - de leitura! - e você me pareceu tão normal quanto qualquer outro ser humano…

Quem sou eu para falar de amor? Se de tanto me entregar nunca fui minha, o amor jamais foi meu, o amor me conheceu, se esfregou na minha vida, e me deixou assim.  —Chico Buarque  (via conotar)

(Source: a-rosa-do-chico, via camilacosta)